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Esteriótipos sobre Homens e Mulheres

Ontem no Blog do Estadão foi publicada uma matéria muito boa, de autoria do RENATO ESSENFELDER, sobre a “mulher que é independente – e acha que está ‘avulsa’ pois os homens não foram criados para aceitarem mulheres assim”.  

Recomendo a leitura e a reflexão!!! (segue link abaixo)

mulher indep

A culpa não é das estrelas: estereótipos sobre homens e mulheres

RENATO ESSENFELDER – Segunda-Feira 23/06/14

Dizer que a mulher de hoje é criada para ser independente, e que homens não gostam de mulheres independentes, é um erro. Homens e mulheres são muito diversificados, e seus desejos, muito mais complexos.

O mais fascinante das pessoas é que elas não cabem em caixinhas. Não se deixam definir. Na vida real ninguém é plano como um vilão de novela ruim. Quem é vivo, surpreende. Sempre.

Quando se fala, portanto, que “a mulher de antigamente era criada para ser dona de casa” e “a mulher de hoje é criada para ser uma executiva e conquistar o mundo”, pode celebrar essa conquista histórica. Mas, no fundo, está trocando uma etiqueta por outra. É preciso haver mais.

A mulher que lamenta não conhecer homem que queira “uma mulher independente” como companheira precisa rever conceitos. Enxergar conteúdos por baixo de rótulos. O conteúdo sempre é mais complexo – e indefinível.

Os homens – como as mulheres – são muito diversificados. Já mencionei mais de uma vez por aqui que não gosto de futebol, não me encanto por carros, sou um desastre em trabalhos manuais, a ponto de chamar um “marido de aluguel” para parafusar quadros nas paredes. Nada disso, é óbvio, me faz menos homem.

Já tive namoradas de todos os tipos. Algumas eram mais delicadas, outras, menos. Algumas eram mais vaidosas, outras, menos. Algumas sabiam manejar prego, martelo e furadeira, outras, não. Algumas adoravam cozinhar, outras mal sabiam ferver a água. Algumas ricas, algumas pobres. Nada disso fez qualquer uma delas mais ou menos mulher, melhor ou pior.

O fiel da balança é sempre o amor, esse mistério que não cabe em planilhas.

As pessoas são fascinantes porque não cabem em caixinhas, porque recusam rótulos. A mulher dos meus sonhos é aquela por quem me apaixono. Simples assim.

Não entendo, portanto, o que significa “ser criada para ser o que um homem não quer”. Que homem é esse? Existem tantos tipos de homens quanto de mulheres. O fato de você ser gorda, magra, alta, baixa, carente, independente, vai afastar alguns, vai atrair outros. Fique com os que se atraem pelo que você é. Não tente mudar ninguém.

Outro dia registrei alguns conselhos para a minha filha de 10 anos. Todos diziam respeito à generosidade, ao afeto, à compaixão. Isso é o que importa. Conquistar o mundo querem os vilões de Hollywood. Não há a menor relevância nisso. O importante é ser feliz.

No mais, quero que ela faça as suas próprias escolhas, sem culpar a sociedade ou a criação que lhe dei, e se responsabilize por elas. Dona de casa ou física nuclear. Casada ou solteira. Hétero, homo, bissexual ou nada disso. Ninguém dirá a ela como agir, e, se o fizerem, ela será responsável por acatar ou não – como suportar um emprego tedioso para ganhar dinheiro. Ou jogar tudo pro alto.

É importante que ela saiba tanto estabelecer regras como buscar consensos. Que não seja despótica, mas solidária. Nesses dias, um certo pai fez sucesso na internet ao usar uma camiseta com os dizeres: “regras para namorar a minha filha: 1 – eu não faço as regras; 2 – você não faz as regras; 3 – ela faz as regras; 4 – corpo dela, regras dela”. Sobre o próprio corpo cada um estipula as próprias regras, isso é indiscutível. Mas, no namoro, ela também não deveria estipular as regras. Ou há um consenso no casal ou não há nada. A vida afetiva não pode ser regulada nesses termos.   

Por fim, não há sentido em “correr atrás” de ninguém, homem ou mulher. A posição pela qual devemos batalhar é de igualdade. Chega de dominantes e dominados, de gente correndo atrás de gente. Homens versus mulheres versus homens? Vivemos tempo demais sob paradigmas bélicos.

Correr atrás, só do grande amor. E então: sintonizar os passos.

Pois somos todos iguais, mas somos todos singulares.

Nossos desejos são tão diversificados quanto nossos números.

Que cada um de nós possa, então, encontrar quem nos ame como somos.

Sem etiquetas.
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E sem retoques!!! ;-)

http://blogs.estadao.com.br/renato-essenfelder/2014/06/23/culpa-das-estrelas/

beijos e uma ótima semana!

Christy